sexta-feira, 7 de março de 2014

Ucrânia - Um ponto de vista gramatical

Hа Украине или в Украине? Para quem não sabe falar russo (eu estudei um pouquinho, mas não domino a língua também) a frase com que abri este post significa “Na Ucrânia ou na Ucrânia?”. Para nós, lusófonos, não faz diferença alguma, mas lá na mãe-Rússia, eles costumam diferenciar o caso prepositivo de duas maneiras: se você entra no lugar ao qual a frase se refere, usa-se a preposição “в” - que parece um “B”, mas na verdade é um “V”. Caso contrário, usa-se “На” (lê-se “Na”. Outro dia falo mais sobre o bug cerebral que acontece ao se  estudar russo).
Outra forma de diferenciação, grosso modo, é se o lugar em questão tem um nome próprio. Exemplo: “Я живу в Бразилии” - “Eu moro no Brasil” ou “Я живу на пляже” - “Eu moro na praia”. Mas como tudo na língua russa, esta regra tem uma exceção interessante e que explica um pouco a atual crise na Crimeia. Eles não costumam usar a preposição B quando se referem à vizinha Ucrânia. Por que? Exitem várias explicações culturais e várias reclamações ucranianas referentes à esta questão, mas na minha opinião a explicação é simples. Os russos, ou a língua russa coloquial, para ser mais exato, não considera a Ucrânia um país soberano, mas apenas um território por onde eles podem passear livremente e por isso usam a preposição “Ha” colocando a Ucrânia no mesmo patamar da “praia”, do “interior” e do “campo”. Pobre Ucrânia.

Para saber mais sobre a crise:
http://www.forte.jor.br/2014/03/07/crimeia-e-a-ilha-mundo/
http://www.forte.jor.br/2014/03/06/a-segunda-guerra-fria-entrevista-com-luiz-alberto-moniz-bandeira/
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2014/03/07/quebra-cabeca-etnico-lanca-duvidas-sobre-futuro-da-crimeia.htm

quarta-feira, 5 de março de 2014

TOC no dos outros é refresco.

Hoje em dia é comum ver pessoas falando que tem algum problema psicológico. “Ah, eu sou bipolar.” “Ah, eu tenho TOC.” Na maioria das vezes, essas pessoas não tem a menor ideia da bobagem que estão falando e se vissem alguém realmente doente, iriam pensar duas vezes antes de brincar com estas doenças.
Trabalho com um rapaz que tem TOC. Ele não consegue tocar em nada diretamente, precisa usar papel toalha para abrir a porta, usar o bebedouro, abrir a torneira e pegar um copo descartável. Caso ele “suje” as mãos, ele precisa lavá-las novamente e usar mais algumas folhas de papel. No começo eu achava graça disso tudo, mas depois parei para imaginar como deve ser difícil a vida dele. Quem tem alguma mania e brinca por aí dizendo que tem TOC, deveria passar algumas horas perto dele para ver como é ter um problema de verdade.
Este não é o primeiro caso de TOC que presencio, e provavelmente não será o último, dado que está se tornando uma doença cada vez mais comum e a minha é uma área propensa a ter gente problemática. No entanto não devemos confundir com manias. Mania é uma coisa que quase todo mundo tem. Eu mesmo tenho varias, principalmente relacionadas à organização (meus códigos são lindos) mas nada muito grave. Fiquei preocupado um dia desses quando eu me vi com vontade de organizar os halteres na academia, mas daí fui pro trabalho e vi o carinha lavando a mão oito vezes em sequência e percebi que não tenho problema algum.
Se você ainda tiver alguma dúvida se o que você tem é TOC ou apenas mania, olhe pra foto de cima, se sentir uma vontade incontrolável de arrumar os pesos, talvez seja a hora de buscar ajuda com um especialista. :p

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Outlook for dummies.

Mais um post para ajudar pessoas que não se dão muito bem com tecnologia. Dessa vez, a minha inspiração é o amor da minha vida, a +Talita Collares. Eu costumo dizer que no dia em que as máquinas dominarem o mundo, tenho certeza que ela vai estar lá, bem velinha, com a bengala pra cima gritando "Eu avisei! Eu avisei!".
A Talita é uma típica tecnófoba, não confia em nenhum serviço automatizado. Era engraçado quando eu ia carregar o Bilhete Único na máquina e ela entrava na fila para ser atendida por uma pessoa de carne e osso. Ela só começou a carregar o bilhete único na máquina, depois de muita insistência minha e nas primeiras vezes, tenho certeza que ela torceu contra a máquina.
Neste post, vou fazer um passo a passo para facilitar a vida dela e de quem mais recebe muitos e-mails e usa o Outlook (mas serve para outros clientes de e-mail também). No caso da Talita, ele me falou que recebe em média 200 e-mails por dia, sendo que nem todos são diretamente para ela, mas mesmo assim ela gasta tempo para ver se são para ela. Para essa situação é que existe a opção de criar filtros e pastas no Outlook para fazer uma triagem dos emails. Segue então o nosso passo a passo.
  • Primeiro, deve-se criar a pasta onde você deseja salvar os e-mails filtrados. Para isso, basta clicar com o botão direito na caixa de entrada e escolher a opção "Nova Pasta...".
  • Próximo passo, é dar um nome para a pasta que você acabou de criar e clicar em "Ok":
  •   Agora, é hora de criar o filtro. Existem várias maneiras de fazer isso, vou ensinar a que eu acho mais simples. Basta clicar com o botão direito em cima da mensagem que você deseja filtrar e escolher a opção "Regras" e o sub-menu "Criar Regra..." :

  • Na janela que vai abrir em seguida, será possível escolher várias formas de filtrar a mensagem. Você pode escolher filtrar as mensagens por remetente, por assunto ou por destinatário (se é para você ou para um grupo do qual você faça parte). Além disso você pode escolher exibir um alerta, ou tocar um som específico, para aqueles e-mails mais urgentes. Após realizar estas configurações, basta escolher para qual pasta você deseja mover os e-mails filtrados por estas regras.
    Espero que você use este tutorial +Talita Collares e passe menos tempo no trabalho e mais tempo comigo e com a Shane. ;)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dá pra acreditar?

Sexta-feira (31/01/2014) ocorreu o primeiro beijo gay na +Rede Globo. Acredito que todos viram (menos o +Marco Feliciano) e já deram sua opinião a respeito do assunto. Acho que é impossível ficar neutro nesta discussão, dado o momento em que vivemos onde, em alguns países avança-se cada vez mais em direção aos plenos direitos dos homossexuais (a Escócia foi o mais recente país a aprovar o casamento) e em outros notasse um grande retrocesso neste tópico (vide o caso da Rússia).
Na minha opinião, a Globo fez muito bem em mostrar para toda a sua audiência, que os gays são pessoas normais e que merecem nosso respeito. Que são cidadãos como os outros e assim como as pessoas "normais" tem que ter todos os direitos e deveres garantidos pela constituição e assegurados pelo Estado.
Ainda bem que a maioria das pessoas do meio círculo social (as que eu sigo no Facebook, para ser mais específico) concordam com isso. Não vi nenhum absurdo na minha Timeline, e já estava pronto para deixar de seguir quem falasse besteira.
E quando finalmente achei que não poderia surgir nada de novo nesta polêmica, eis que me deparo com uma enquete na homem do +UOL, perguntando a opinião dos leitores a respeito da cena. O resultado?
Dá pra acreditar? 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Velhice chegando

Um dos vários sintomas de que estou ficando velho: estou evitando entrar em discussões. Principalmente discussões onde eu sei que a outra parte não vai mudar de ideia muito facilmente. Essas discussões antes me causavam paixão. Sempre gostei de expor meus pontos de vista e tentar mudar a opinião das outras pessoas, mas eu sempre entro numa discussão disposto a ouvir e se o outro interlocutor tiver bons argumentos e souber usá-los, nunca vi problema em eu mesmo mudar de opinião. Mas discutir com gente burra não dá!

Ontem tive que ouvir de um colega de trabalho, a brilhante (e não tão incomum) frase “Na época da ditadura não tinha isso!”. Juro que me deu vontade de fugir na mesma hora, mas outro colega começou a discussão e eu fui junto. Fizemos o cara perceber o tamanho da asneira que ele estava falando e que se vivêssemos em uma ditadura ou em uma teocracia, como ele também sugeriu, teríamos problemas muito mais sérios para nos preocuparmos. Apesar de termos mostrado a ele milhares de motivos pelos quais ele não deveria desejar morar em uma ditadura, senti que ele não mudou completamente sua opinião, ele apenas não vai mais discutir isso conosco, vai deixar para emitir sua brilhante opinião onde ele acha que alguém vá gostar. Esse tipo de pessoa não merece meu tempo, prefiro deixá-lo viver sua vida achando que ele seria mais feliz se morasse na Arábia Saudita.

Esse mesmo cara já falou que não gosta de gays porque eles vão acabar com a população mundial por não fazerem filhos. Na mesma hora olhei pra ele e falei: “Sou hetero e não quero ter filhos.” Acabou a discussão.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Como baixar filmes usando torrent.

Ainda hoje existem pessoas que mesmo tendo uma boa conexão com a internet, ainda compram dvds piratas. Eu sempre pergunto: "Por que você não baixa e elimina o intermediário?" A resposta que mais ouço é a de que a pessoa não sabe baixar, não sabe escolher o arquivo ou não sabe/não consegue achar a legenda.
Pesando nessas pessoas, resolvi escrever um tutorial com umas dicas que vão facilitar bastante a arte de ver filme sem sair de casa (e sem estimular o comércio ilegal, afinal se for pra fazer algo ilegal como piratear um filme, faça você mesmo :p).

Adquira as ferramentas:
  • Baixe o uTorrent (http://www.utorrent.com/intl/pt/downloads/win_us). Com este programa você vai poder baixar os filmes através do protocolo bitTorrent (se quiser saber como funciona o bitTorrent, clica aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/BitTorrent). Após baixar o uTorrent, instale-o no seu local de preferência, pode usar as opções de instalação padrão.
  • Adquira a legenda do filme que você quer. Tenho duas sugestões o Legendas.tv ou o OpenSubtitles. Os dois são simples e não precisam de login criado. Eu acho o Legendas.tv mais simples, mas fica a seu critério. Uma vez que você achar a legenda do filme/série que você queira baixar, você vai ter que baixar o arquivo de vídeo que tenha o mesmo nome (release) para evitar problemas de sincronização de legendas. Por exemplo: Busquei no legendas.tv pelo filme Lincoln, escolhi a legenda "Lincoln.2012.1080p.Bluray.x264.YIFY.srt". Agora basta achar o arquivo correspondente.
  • Para baixar o arquivo de vídeo será preciso usar o buscador de torrents como o PirateBay ou o KickAssTorrents. Eu recomendo utilizar o Torrentz que faz a busca em vários sites de torrent. O importante é tentar achar o torrent com as mesmas siglas da legenda ou vice-versa. Uma vez que você o link do torrent, ele vai te mandar para o site onde está hospedado (no meu caso o KickAssTorrent), lá, basta você clicar em "Magnet Link", conforme foto abaixo:
  • Automaticamente, o uTorrent será aberto (caso a extensão ainda não esteja associada ao programa, o windows irá perguntar com qual programa você deseja executar a ação, neste caso você diz pra ele usar o uTorrent). Ao abrir o uTorrent irá perguntar onde você deseja salvar o arquivo. Basta você escolher o local e apertar "OK".
  • Após terminar o download, basta você jogar o aquivo de legenda que você baixou na mesma pasta do aquivo de vídeo e assistir o vídeo. Para assisti-lo eu recomendo o VLC Media Player que é leve e mescla o vídeo com a legenda se nenhuma burocracia (se os arquivos tiverem o mesmo nome o processo é automático). Caso você queira ver o filme diretamente na TV ou em um Home Theater, é preciso checar se o aparelho faz essa mesclagem. Caso seu aparelho não o faça, recomendo o MKVmerge que faz o processo em menos de um minuto, bastando indicar qual é o arquivo de vídeo e a legenda.
Grosso modo, é isso. +Patrícia Cunha caso tenha mais alguma dúvida, pode me perguntar! :D

terça-feira, 23 de abril de 2013

Duas dicas para diminuir seus erros de português na internet.

Depois de cometer dois erros em uma postagem no Facebook, acho que vale a pena deixar aqui duas dicas que seu tivesse colocado em prática, não me deixariam errar.

A primeira é para os usuários do +Mozilla Firefox. Consiste na simples instalação do corretor ortográfico, ferramenta maravilhosa presente em qualquer editor de texto que irá sublinhar as palavras que não constarem em seu dicionário.

Para instalá-lo, basta clicar com o botão direito em qualquer campo editável (como a caixa de comentários das redes sociais), escolher a opção "Idioma" e depois a opção "Adicionar dicionários". Você será encaminhado para a página de instalação de complementos onde você poderá escolher o dicionário que deseja instalar. Se você só digita em português, basta clicar no link e seguir as instruções de instalação ("Ir para download",  "+Adicionar ao Firefox" e por fim "Instalar agora"). Após a instalação será necessário reiniciar o navegador. Após o reinicio, para ativá-lo, basta clicar novamente com o botão direito em um campo editável e escolher o idioma instalado (opção "Idioma" e depois "Português (Brasil)" por exemplo).
Pronto, agora cada vez que você estiver digitando em seu navegador, você poderá revisar as suas burrices antes de clicar em enviar!

A outra dica, é pra quem está preocupado em conjugar os verbos corretamente. Regionalismos à parte, "Quer que eu PEGO?" não dá! A dica é usar o site conjuga-me. Site bastante simples e útil. Está na dúvida? Vai lá e digita o verbo no infinitivo e aprecie as trocentas mil formas verbais existentes em nossa língua.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

1001 Filmes para ver antes de morrer

Fui contar quantos filmes daquele livro “1001 filmes para ver antes de morrer” eu já vi e me deparei com um problema: como contar de forma rápida e precisa?
Depois de descartar as opções mais mirabolantes que me vieram a cabeça como criar um sistema, resolvi fazer uma planilha no Excel, coisa que qualquer criança sabe fazer. Primeiro passo: preencher a planilha. Claro que eu não iria preencher a planilha manualmente, mas achar a lista com os 1001 filmes na internet foi fácil. O segundo passo foi um pouco mais complicado, colocar checkboxes nas 1001 linhas da planilha para que eu pudesse marcar quais filmes já tinha visto. Colocar os checkboxes, eu descobri que é fácil. Difícil mesmo é atrelar o valor do checkbox a uma célula da planilha para que eu possa usar uma fórmula para contar quantos checkboxes estão marcados. Isso tem que ser feito manualmente! Se fossem 10 seria tranquilo, mas eram 1001! Hora de voltar pra internet pra tentar achar algum macro que fizesse esse trabalho sujo para mim. Achei uma bem simples e eficiente (link para a Macro) que me permitiu fazer a planilha e finalmente descobrir quantos filmes dos 1001 eu já vi.
161. Até que não é um mal resultado, mas ainda falta muito filme pra eu poder me considerar um cinéfilo de verdade. Obs.: Esta lista vai só até 2003 e tem muito filme bom de lá pra cá que não estão nesta lista “Como treinar seu dragão” é o melhor exemplo disso. Preciso procurar por uma lista mais atualizada. Ah, se você ficou curioso pra conferir quantos filmes assistiu, baixe a planilha aqui.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Um convite à pirataria

Com a revolução do mp3, comprar música tornou-se algo estranho, afinal, menos de 10% do dinheiro gasto em um CD vai para o bolso do artista, já que o resto precisa ser gasto, entre outras coisas, com divulgação e jabá para que coisas horríveis tornem-se populares. Então, eu criei na minha cabeça a ideia de que as grandes gravadoras são apenas instrumentos de divulgação e que os artistas ganham dinheiro mesmo é fazendo shows, dessa forma eu posso baixar as músicas da minha banda preferida de consciência tranquila, uma vez que estou disposto a pagar caro para vê-los em um show.
Até que ponto a minha ideia é verdadeira eu não sei, mas o fato é que ela não se aplica de forma alguma ao mercado literário. Afinal, qual seria o substituo de um show para um escritor? Palestras? Acho que não gastaria o mesmo que gastei para ver +Radiohead para ver o George Martin falando sobre Westeros. Na verdade eu pagaria até mais. Mas isso não vem ao caso. O meu ponto é que os escritores vivem da venda de livros, as editoras podem ser ignoradas no processo, graças a facilidade de distribuição digital, mas até existir um plataforma de distribuição bem estruturada e acessível a todos os escritores, este papel está nas mãos das editoras.
Dito isto, já faz mais de um ano que eu comprei um e-reader, comprei um Nook da +Barnes & Noble, concorrente do Kindle da +Amazon.com . O principal motivo para eu optar por ele é o fato dele suportar nativamente o formato de e-books mais comum entre as lojas brasileiras. Isso significa que eu estava disposto a comprar livros digitais originais. Pois bem, para minha surpresa descobri que não existe diferença entre os preços de um livro de papel e um livro digital! Não existe lógica alguma por trás disso! A próxima constatação foi ver que algumas editoras estão simplesmente ignorando o mercado digital, imitando o comportamento das grandes gravadores ante à revolução do mp3. E eu descobri isto de forma oficial, com direito a e-mail e tudo.
Desde que foram lançados, eu namoro a série de livros sobre a ditadura escritos pelo Elio Gaspari (A ditadura envergonhada, escancarada, derrotada e encurralada). Até hoje não comprei e um dos motivos é a preguiça de ficar andando por aí com um livro muito grande (quando eu estava lendo “A dance of dragons” no meu nook, segurando confortavelmente com uma mão no metrô, eu ficava com pena de ver as pessoas lendo aquele calhamaço de papel). Resolvi procurar a edição digital. Busquei nas principais livrarias digitais e nada! Resolvi procurar no site da +Companhia das Letras  pra ver se eles vendiam diretamente por lá. Nada também.Como já estava no site deles, resolvi clicar no botão “Fale conosco” e perguntar como eu fazia para comprar os tais livros. Alguns dias depois chega a resposta: “Infelizmente o título não está na nossa programação para livros digitais.”.
Busquei no google “Elio gaspari ditadura pdf”. Encontrei toda a coleção para baixar, grátis. Acho que vou responder o e-mail da Companhia das Letras com o link da busca e a frase “Perdeu preyboy!”.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

No man is an island!

Muito se fala do excesso de informações ao qual somos expostos no dia de hoje. No nosso caso mais específico, ao excesso de lixo e informações desnecessárias, né não? Afinal de contas tem gente por aí que acha que TUDO é motivo de fazer um post (como esta merda aqui que eu estou escrevendo) e publicar em uma das trocentas redes sociais disponíveis atualmente. É claro que com o tempo vamos aprendendo a filtrar melhor tudo o que chega nas telas dos nossos pcs e celulares, mas ainda assim eu fico com uma sensação estranha, de quem tem muita gente “falando sozinho” por aí. Era tanta informação que estava ficando louco!
Há uns 5 meses resolvi dar um tempo disso tudo e desconectei alguns cabos que me ligavam à Matrix. Como eu já sabia, continuei vivendo normalmente aqui no mundo real. Nas horas ociosas ao invés de ficar lendo as opiniões de todos sobre tudo, me foquei em ler alguns dos muitos livros ou assistir alguns dos muitos filmes e séries que se acumulavam em casa, voltei a jogar (obrigado Diablo e Civilization!). Enfim, parecia que estar ou não conectado não fazia diferença alguma na minha vida. No entanto, apesar de toda a minha auto-suficiencia, sábado passado percebi sim que remar contra a maré tem sim os seus pontos negativos. Um dos meus melhores amigo vai ser pai e eu só fiquei sabendo bem depois de muita gente por que? Por que eu não tinha mais Facebook!
Não isso não é um desabafo, é apenas uma pequena reflexão de como toda essa tecnologia que serve para nos conectar acaba fazendo com que nós deixemos à margem pessoas que, seja lá por qual motivo, optaram por não ter uma conta no FB, eu por exemplo fiquei sem notícias de muita gente durante estes 5 meses! Tem gente que casou, se formou, separou. Deve ter até gente que morreu e eu não fiquei sabendo. Ainda mais que estou “longe de casa”. Interessante também perceber o quanto as redes sociais devem aliviar os sintomas de saudade e solidão que aplacam as pessoas que saem das suas zonas de conforto, afinal de contas elas passam a ter a sensação de estarem por dentro de tudo, mesmo longe do foco dos acontecimentos.
E engraçado é que eu não virei um ermitão isolado no meio do mato sem meios de comunicação algum. Eu apenas saí do FB, do twitter e do orkut. Eu até continuei usando (na verdade voltei a usar por motivos de trabalho) MSN e gtalk (no entanto estes dois mais parecem cidades fantasmas). E claro que eu nunca deixei de usar o precursor de todas essas merdas: o telefone. Portanto meu amigos, se vocês tiverem alguma notícia pra me dar, usem o telefone (pode ser o whatsapp), já que eu que não era um bom usuário de redes sociais (que o digam as pessoas que ficavam horas esperando uma resposta minha), depois deste período de ausência, tenho certeza que não vou melhorar muito os meus dotes sociovirtuais.
Resumo deste texto: Voltei pro Facebook pelas fofocas! Parabéns Renato!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A velha e as drogas

Estava eu andando para o trabalho com pressa, como sempre, quando me para na porta da estação do metrô uma mulher, de uns 60 anos, pedindo informações.
Eu como bom ateu que sou resolvi ajudar a velha perdida. Ela queria saber onde ficava a clínica de reabilitação! Perguntou se da direção de onde eu vinha tinha alguma. Respondi que não, ela olha pra mim com uma cara perdida e fala: “Mas a mulher disse que era só sair da estação e dobrar para a esquerda”. O problema foi que ela falou isso apontando para a direita da estação. Me controlei para não rir e expliquei para ela a diferença de esquerda e direita, que direita de um lado da rua é esquerda do outro lado etc.
Depois dessa pequena aula de orientação ela finalmente lembra que tinha um papel com o endereço no bolso da saia, com muita dificuldade eu consegui decifrar os garranchos, já que ela não fazia ideia do que estava escrito ali, e finalmente coloquei a perdida senhora no caminho da reabilitação. Moral da estória: Não usem drogas, pelo menos não as drogas que esta velha usava.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Me explica como alguém pode estar fedendo às 9 da manhã? Porra! Abaixa o braço pelo menos! Nessas horas bem que podiam fazer uma propaganda de desodorante parecida com aquela da Colgate. Onde tivesse alguém fedendo apareceria uma mulher com um desodorante em mãos e daria pra pessoa experimentar. Seria um grande alívio pra quem anda de transporte coletivo. A patrulha da catinga!
Eu até entendo quem alguém que está voltando do trabalho, de noite, possa estar com o desodorante vencido. Acontece. Mas de manhã cedo não dá pra entender. E o pior é não perceber.
Outra hipótese compreensível, é a das pessoas idosas. Além de eles já estarem com a memória não muito boa, eles vão perdendo o olfato com o passar dos anos, o que justifica a não percepção deles. (“Hum, será que eu passei desodorante? Hum... Não está fedendo, foda-se! Vou pro bingo assim mesmo.”)
Fico me perguntando se seria deselegante pedir pra pessoa abaixar o braço, mas com todo esse meu tamanho existe um grande risco de eu levar uns tapas, e bem, chegar no trabalho com a cara arrebentada seria bem pior do que chegar com o estômago embrulhado por causa do fedor de um sovaco qualquer.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Agenda de shows

Um dos principais motivos para eu ter optado me mudar para SP é a quantidade de shows que rolam aqui, que se eu estivesse em Belém, ou qualquer outra cidade do Brasil jamais conseguiria ver.
Já perdi a conta de quanto dinheiro eu já gastei neste um ano e meio em que estou aqui, mas garanto que valeu à pena.
Este segundo semestre de 2012 já tem muita coisa boa agendada e talvez eu até tenha que abrir mão de alguns shows por conta da agenda concorrida e pela falta de grana também, mas mesmo assim já tenho mais shows para ver neste segundo semestre do que eu conseguiria ver em dois anos em Belém. Se formos comparar com Macapá, acredito que neste segunda semestre tem mais shows de rock do que um macapaense padrão vê durante toda a sua vida.
Olhem só uma pequena amostra do que vem por aí:
  • 26/08 - Keane - Vai ter também Maroon 5, o que fez com que os ingressos acabassem mais rápido do que a minha agilidade para comprar. Por causa disso, este vai ser o primeiro show em que eu irei comprar ingresso de cambistas. Desejem-me sorte.
  • 02/09 - Alanis Morissette - Vai ter em Belém também! O que falar da Alanis? Ela nunca foi uma das minhas favoritas, mas tenho muitos amigos que dariam algumas gotas do próprio sangue para vê-la tão de perto quanto eu verei, já que irei na pista premium! Como disse, ela não é uma das minhas favoritas, comprei pista premium por engano. Fodeu meu cartão, mas não pega nada não...
  • 20/10 - Planeta Terra: Garbage, Kings of Leon, Gossip etc - Garbage é uma banda que fez parte do fim da minha adolescência, não poderia faltar jamais. O resto é brinde.
  • 27/10 - Sugar Ray - Ainda não comprei ingresso, mas irei lá relembrar os anos 90.
  • 03/11 - xxxperience - Uma pausa do rock para curtir um dos mais tradicionais festivais de música eletrônica do país.
  • 04/11 - Wros Fest - Pennywise, Rise Against, Anti-Flag etc - Além de ter a oportunidade de conhecer umas bandas novas como Rise Against (que estou ouvindo agora mesmo e gostando) vou ver Pennywise ao vivo e me jogar no piseiro! Vou ter que vir correndo de Itu para chegar a tempo, já que é no outro dia da xxxperience, mas tenho certeza que vai valer a pena!
  • 11/11 - Lady Gaga - Só estou indo por que a Talita não queria ir sozinha. :D

Isso é apenas uma pequena amostra do por que eu digo que não vou embora daqui. Uma cidade que me dá dinheiro, e me dá oportunidade de gastar (bem) este dinheiro. Além do que aqui eu posso me enxugar sem começar a suar, coisa que em Belém e Macapá não acontecia.
Por isso que eu volto a repetir, amigos venham embora para cá!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quem é vivo volta a escrever...

Depois de vários meses de inatividade, estou de volta. Passaram-se 16 meses desde a última vez em que sentei para escrever alguma coisa. Essa ausência não foi por falta de assunto, foi por pura preguiça mesmo – e talvez um pouco de excesso de assunto também. Nesse tempo, eu fui ver o show do Paul, fui assaltado (pelo menos umas duas vezes), me formei, mudei de cidade, fiquei desempregado, arrumei emprego, fiquei bêbado, vomitei (mais de uma vez também), parei de beber, voltei a beber e parei de beber de novo.
Decidi me mudar para São Paulo em busca de dinheiro, já que em Belém o meu salário não estava mais me deixando satisfeito. Outra coisa que pesou na minha decisão foi a busca pelas tão sonhadas quatro estações do ano bem definidas. Não aguentava mais as duas estações do Norte: a quente e a quente chuvosa. Sei que vou sentir muito frio aqui durante o inverno, mas está tudo bem. Era isso mesmo o que eu queria.
Aqui vou conhecer pessoas novas, aprender a trabalhar em empresas privadas, treinar jiu-jitsu sob um novo mestre. Vou levar umas porradas, é capaz que eu seja assaltado mais uma vez, mas tenho certeza que não vou me arrepender. O chato é que deixei muitos amigos lá em cima. Pessoas insubstituíveis, que apesar de eu ter certeza de que irei me aproximar de pessoas incríveis aqui (por que afinal de contas eu sou uma pessoa incrível, e isso funciona como um imã), que me farão muita falta.
A vida é assim, cheia de idas e vindas – até que tem uma ida sem volta – e infelizmente, nem sempre podemos estar perto das pessoas que amamos nessas transições. Talvez seja justamente este pensamento que me fez ter vontade de escrever de novo aqui. Um beijo a todos que me são caros.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quem disse que uma andorinha só não faz verão?



    Toda vez que vejo o vídeo acima, me dá um arrepio. É incrível como um único cara consegue contagiar uma festa inteira, e o mais incrível é que foi ele mesmo, não foi a música nem nada mais. Tudo bem, talvez as drogas. Mas o que importa é que esta situação ilustra um caso de "comportamento de manada" muito claro. Nós seres humanos, tão racionais, tão superiores aos outros animais, nos julgamos acima desses comportamentos instintivos presentes em quase todos os animais. No entanto nós somos, muitas vezes, mais até do que percebemos, guiados por nossos instintos primitivos.
    Eu gostaria que todas as vezes que homens modernos apresentassem este comportamento de manada (onde um grande grupo começa a agir, guiado por um único indivíduo ou por um pequeno grupo) fossem tão divertidos quanto este, mas não são. Outro exemplo recente deste tipo de comportamento é o caso do micro-vestido da Geisy Arruda na Uniban. Aqui, fiquei indignado com a hipocrisia, com o machismo e falso puritanismo daquela turba que parecia estar prestes a lincha-la. Foi inacreditável ver homens e mulheres, não muito diferentes da própria Geisy, muitas meninas que gritavam, tenho certeza que tinham vestidos parecidos em casa. Muitos dos idiotas que gritavam para "estrupar ela" estavam realmente pensando em fazer isso. E no momento em que atirassem a primeira pedra, seria impossível parar.
    Além deste mau exemplo, temos outros como o nazismo, os linchamentos de bandidos, os apedrejamentos nos países árabes, o caso das bruxas de Salém, o dia em que a Talita queria sair correndo do shopping junto com uma galera (mesmo sem saber por que todos corriam) etc. Portanto pessoal, tentem não ser Maria-vai-com-as-outras. As "outras" podem estar levando você para o mau caminho. Tomem cuidado até mesmo com flash mobs, vocês podem estar indo para o caminho do ridículo.
    E eu espero que sábado tenha um doido desse pra animar a festa caso ela fique "xoxa".

Mais informações:
Excelente reportagem sobre o caso Geisy na revista Istoé.
Post no NãoSalvo sobre flash mobs.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A arte de ganhar uma discussão sem ter razão

    Hoje no ônibus, presenciei uma cena inusitada. A cobradora começou uma discussão com uma garota, por desconfiar que a carteira de meia passagem que a garota usava não fosse dela. A garota se recusou a mostrar a carteira dizendo que a cobradora não tinha autoridade para fazer aquilo e que o único trabalho dela era apertar o botão que liberava a roleta. Os ânimos esquentaram, a cobradora pediu para o motorista parar na delegacia para que alguém averiguasse a carteira da moça. Esta por sua vez disse que talvez, e que apenas talvez, mostraria a carteira para alguma autoridade policial.
    Como o motorista decidiu não parar na delegacia, por falta de tempo a estória ficou por isso mesmo. A referida moça veio se acomodar ao meu lado, perto da saída e conversava baixinho com o seu amigo. Eu que não sou surdo, ouvi o diálogo dos dois, no qual ela, além de confessar que a carteira de meia passagem não era dela, se vangloriava de ter humilhado a cobradora e que essa estratégia sempre funciona.
    Isso me chamou a atenção para o fato de ela não ser a única que faz isso. Pensei melhor e percebi que muitas pessoas, inclusive minha mãe fazem isso. Discutem sem ter razão, sabendo que não tem razão e às vezes sem ter a menor idéia do que se trata a discussão, no entanto expõem seu ponto de vista com tanta veemência que acabam se dando bem. Esse é o método Eric Cartman de ganhar uma discussão. Odeio isso.
    Isso me lembrou de um vídeo, assistam e me digam se a pessoa tem razão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A maldição do celular que toca música.

Maldito seja o cara que achou que seria uma boa ideia equipar celular com leitor de MP3 e auto-falante. Mas peraí, essas são realmente boas ideias, afinal é ótimo reunir num único aparelho, mp3 player e celuar com viva-voz. Por que então eu tenho raiva desses dois recursos dos novos celulares? Já sei. Eu odeio esses dois recursos por que as pessoas simplesmente não sabem usá-los. Ou melhor, elas sabem usá-los, e os usam a toda hora e em qualquer lugar!

Vocês já tentaram ler em um ônibus em movimento, andando por uma rua que não é exatamente um tapete, sendo que o motorista pensa que lá dentro tem algum olheiro da Ferrari procurando um subistituto para o Felipe Massa? Por si só essa atividade já não é das mais confortáveis, mas ela pode se tornar simplesmente impraticável quando o corno que vai sentado na sua frente resolve ligar a porra da caixa de som do maldito celular dele para ouvir a merda que ele chama de música. Acho que ninguém explicou pra ele pra que serve um fone de ouvido. Ninguém também se deu ao trabalho de tentar colocar dentro daquela mente pequena os conceitos de respeito ao sossego alheio, privacidade e gosto musical. E com certeza nunca ninguém teve coragem de dizer para ele que a música que ele ouve só é legal pra ele e que ninguém é obrigado a ouvir o que não quer.

Eu acordo todo dia as seis da manhã e passo uma hora dentro de dois coletivos para chegar ao meu trabalho. Essa hora é uma das poucas que tenho para por minhas leituras em dia. O fato é que na última semana, não consegui ler nada em pelo menos dois dias já que tinha algum animal com merda do celular tocando tecno-brega no seu auto-falante. Esses caras nunca perceberam que o som que sai desses auto-falantes é uma merda? O som é agudo demais, incomoda minha alma! Bom, de acordo com o tipo de música que eles ouvem eu devo deduzir que o ouvido deles não é lá essas coisas mesmo.

Acho que vou comprar uns fones baratinhos, como aqueles da TAM e presentear toda vez que tiver um filho de puta ouvindo música no celular. Ou então vou surtar e ter meu dia de fúria...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A música como máquina do tempo.

Essa semana voltei a fazer algo que não fazia há uns 5 anos: ouvir todos os meus cd's, em ordem alfabética. Ainda estou na letra 'B', mas já começo a sentir os efeitos dessa experiência há muito abandonada, o principal efeito? Nostalgia.

Hoje vim trabalhar ouvindo "Blur: The Best of" álbum lançado em 2000, há apenas nove anos atrás. E quanta coisa aconteceu em nove anos! Alguns dos meus melhores amigos (principalmente os amigos que me vêm em mente quando ouço Blur) foram embora, eu entrei (e ainda não sai) na universidade, namorei, fiquei solteiro, me apaixonei, deixei gente apaixonada pelo caminho, conheci pessoas novas. Pessoas que nunca ouviram Blur comigo de madrugada, pessoas que nem conhecem Blur. Ouvir as músicas que ouvíamos juntos, madrugada adentro, me transporta automaticamente para uma época em que, olhando pelo prisma de hoje, as coisas pareciam muito mais simples. O futuro nos reservava tudo e um pouco mais. Não que eu esteja no fim da vida, longe disso. No entanto não tem como não ter endurecido um pouco nestes nove anos, ter se tornado um pouquinho mais pragmático. E é por isso que é tão maravilhoso ouvir músicas que nos levam a outra época de nossas vidas. Nos faz lembrar que a vida pode e deve ser muito bem vivida.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Uma coisa que me faz ter vergonha de ser amapaense.


A lista é grande, mas hoje vou falar dessa que talvez seja a coisa mais vergonhosa com relação ao meu estado natal: José Sarney.

Essa figura dispensa apresentações. Sempre foi um sanguessuga sedento de poder. Apoiando quem quer que seja para permanecer em alguma posição privilegiada em Brasília. Quando acabou o seu mandato como presidente, mandato este o qual ele nem foi eleito para cumprir, a solução que ele achou para se manter no poder foi concorrer a uma vaga de senador pelo recém-criado estado do Amapá. Fica um pergunta: por que diabos esse senhor não foi disputar essa vaga pelo seu estado natal, o Maranhão? Dúvidas a parte, o importante é que ele foi o mais votado, ganhando o mandato de oito anos. Isso foi em 1990. Ele ganhou os pleitos de 1998 e o de 2006 também. Sempre como o mais votado. Em 2006 até parecia que ele ia perder, havia uma movimentação popular muito grande contra ele, a esquerda amapaense, o movimento estudantil e as pessoas mais iluminadas faziam campanha contra ele, mas tudo foi em vão.

Agora ele é presidente do Senado. Recentemente me fez sentir uma tristeza tremenda ao fazer com que o Presidente Lula desse uma abafada no caso da farra das passagens dizendo após uma conversa com Sarney e Temer (ambos do PMDB) que não achava um crime um deputado dar uma passagem a um líder sindical, ou a sua esposa. Isso é o que Lula tem que se sujeitar, ele que era um ferrenho opositor destes caciques, agora tem que dançar a valsa com eles se quiser eleger um candidato petista ano que vem.

As constantes vitória dele nas disputas ao senado só me fazem ter certeza de que eu nunca poderei duvidar da burrice do povo. Ainda mais do povo do Amapá.

Olha o que o Marcelo Tas escreveu sobre o assunto:
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terça-feira, 17 de março de 2009

Eu e o Radiohead


O ano era 1997. Em uma madrugada ouvindo a rádio Transamérica em Macapá eu os ouvi pela primeira vez. A música era Creep. Usando todo o poder da minha conexão de 56 kbps superestável (com hífen?) eu consegui baixar a música na mesma noite. What the hell am I doing here? Eu nem era um adolescente problemático, mas aquelas palavras pareciam que eram minhas. E a música? Perfeita, peso e leveza misturadas numa melodia maravilhosa. O Radiohead tinha ganhado mais um fã. Um fã que morava no cu do mundo e não conseguiu comprar nenhum cd nas lojas. Pouco tempo depois veio a propaganda do Carlinhos. E melhor ainda. Pouco tempo depois eu vim morar pra Belém. O primeiro CD que eu comprei aqui foi o Ok Computer. Por R$24,90 eu tive a melhor experiência musical da minha vida. Chorar, sóbrio ouvindo Exit Music é uma das melhores lembranças que eu tenho dos meus primeiros dias em Belém. Não era um choro de tristeza, nem de saudade. Era a simples contemplação de uma obra prima. Ouvir Let Down logo após então! Que coisa boa. Fui fazer isso bêbado um dia desses. Quase morro do coração. Desde que começaram a especular a passagem deles aqui pelo Brasil, eu vinha fazendo planos para o que fazer. O meu plano Z incluía até a prostituição. Ainda bem que não foi preciso, o plano A está sendo mais do que suficiente.

Dia 22 de março será um dia histórico. Se o mundo acabar logo em seguida eu sei que estarei feliz.